sábado, 23 de maio de 2015

O brasileiro é mesmo o povo mais feliz do mundo, mas eu me pergunto até quando?


O corte de mais de 7 bilhões na educação para o próximo orçamento do Governo Federal brasileiro e, em contrapartida o aumento de mais de 300% no Fundo partidário nos mostra bem o quanto o nosso país encontra-se em um imenso equívoco e malsucedido plano de recuperação do crescimento.

 As recentes “trapalhadas” dos nossos governantes nos mostram exatamente que o nosso país ainda se encontra muito longe de ser um promissor emergente a categoria do que se comercializa em campanhas ideológicas retóricas (no sentido mais pejorativo da expressão).

Não investir continuadamente em educação e pior a recente alteração do que seria o slogan para o próximo mandato de Dilma Roussef (Pátria [des] Educadora) nos mostra que o nosso país não merece qualquer tipo de credibilidade e, pior não tem mesmo futuro de investimentos seja de seus patriotas, seja dos estrangeiros que nos veem atravessado.

O Brasil ainda não entendeu que investir em educação e em políticas públicas ligadas a esta área é de fato a salvação de qualquer nação que se pretende avançar economicamente de forma sustentável, veja-se por exemplo que a Alemanha e os países nórdicos europeus, são aqueles que mais investem per capita em educação continuada e por isso os prejuízos da crise econômica foram menos visíveis, posto que os reflexos dos altos índices educacionais gera, mais patentes, mais desenvolvimento tecnológico e consequente mais dividendos.

O Brasil ainda acredita que colocar mais polícia na rua, câmeras nas esquinas, radares para controlar quem para em faixas de trânsito ou avançam o sinal vermelho são passíveis de conter a violência, que “blitz” prendendo quem bebe e dirige vai resolver mortalidade no trânsito.
Só um país muito ignorante acredita mesmo que “repressão sem educação vai gerar mudança de comportamento”.


Enquanto estivermos no 38º em índices de educação de qualidade, num ranking de 40 países, não veremos e não teremos mudanças no índice de roubos, assaltos, violência de toda sorte, pessoas bebendo e dirigindo, facadas a ciclistas, adolescentes se matando e matando professores em escolas, mulheres agredidas pelos companheiros, políticos que se utilizam do serviço público para enriquecer e favorecer amigos, leis inoperantes, polícia corrupta, cidadãos corruptores, professores preferindo largar a carreira para serem ambulantes, cantores, qualquer coisa menos professores e o pior de tudo, seremos sempre conhecidos como o país do samba, do futebol (tenho minhas dúvidas até quando depois daquele 7 x 1), e de que tudo acaba em pizza, ... mas fazer o que não é! 

O brasileiro é mesmo o povo mais feliz do mundo, mas eu me pergunto até quando?

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