terça-feira, 27 de maio de 2014

Eu não me importo!


Sabe com o que eu não me importo? Cansei de ver e ouvir justificativas páfias para justificar o fato de que há 7 ou 8 anos atrás o Brasil aceitou fazer a Copa do Mundo e que agora é tarde chorar pelo leite derramado, devendo o povo ter reclamado antes e parar de querer ser "oportunista", aproveitando das lentes e mídias mundiais sobre o Brasil para denunciar os "maus feitos" daqui...acho isso ão estapafúrdio, sobretudo vindo de pessoas que considero "intelectualizadas", num termo "Baulmaniano", se é que esta palavra existe. Ademais me parece tão procedimental, tal como alguém que quer justificar a desobediência de um direito, por motivo de uma suposta prescrição do "direito de (manifesta) ação", afinal o procedimento justifica tudo, no termo mais positivista exegético possível.


Tão quanto ou mais absurdo é utilizar-se dos erros do "Primeiro Mundo", para justificar as asneiras e falta de "profissionalismo" administrativo, para aqui não falarmos da "roubalheira" promovido pela corrupção; pois bem, explicações ou afirmações do tipo "adiaram mais uma vez a inauguração de um aeroporto na Alemanha", "Em Paris compraram uma fortuna em trens novos e sequer verificaram que estes poderiam ser utilizados nos locais antigos, que desperdício...se fosse no Brasil era incompetência..blá, blá, blá... eu me pergunto essas pessoas conhecem a Alemanha? a França? Será que ao menos foram na quebradíssima e "pobre" Grécia? Acho que não, porque ali eles veriam um Sistema Social de Direito, que funciona, com saúde, educação, mobilidade urbana de qualidade, sem falar na segurança e alto nível de desenvolvimento das instituições.

Sinceramente não me importa as deficiências do Velho Mundo e suas "incompetências", nem ainda me importa o que deveria ou não ser chorado, sobre ou antes de o leite ser derramado, ou mesmo se esse leite existe mesmo. Mas o que importa de verdade é: Quando teremos um país? Quando vamos vivenciar um Projeto Social verdadeiro de Estado? Que não seja apenas "cotas", "bolsas assistencialistas", e todo tipo de "esmola" chamado de social.

Quando verei os meus 27,5% de IRPF (e falando somente deste de uma gama infindável de tributos) se reverter para que possa deixar o carro em casa e parar de gastar R$160,00 por semana de combustível, R$360,00 de plano de saúde por mês, só para mim, quem vai devolver os meus R$1.450,00 que paguei por mês durante 24 meses por um mestrado, e eu que vim de Escola Pública, proveniente do interior, filho de um comerciante e de uma dona de casa, que não pude estudar nos melhores colégios da Capital, e que não galguei uma vaga na UFPE, por que ali já estavam os estudantes do Santa Maria, Contato, e toda sorte de ótimos colégios de uma época e, que por isso mesmo tive que estudar na UNICAP e pagar por 10 anos o curso, digo 10, porque foram 5 anos enquanto ali estava cursando e mais 5 anos pagando o crédito educativo que me financiou para ali estar?

Quando será que este leite derramou? Porque tenho que me conformar com o fracasso da administração da França ou a corrupção italiana, ou ainda a ineficácia da Alemanha, que "devastada pós Segunda Guerra", hoje sustenta, com toda a sua ineficiência no cumprimento dos prazos, praticamente sozinha a Comunidade Européia.

Eu quero Copa, mas quero saúde, educação, quero futuro, mas preciso viver o presente, cansei de "slogans" que enganaram minha geração: "Brasil país do futuro!"...qual futuro? Quando ele vai chegar? até os filmes de ficção científica já abandonaram o futuro, porque perceberam que só quem se preocupa com ele são os supersticiosos e os tolos que com medo do porvir esquecem que entre o ontem e o amanhã, existe um abissal PRESENTE!

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Quando fracassa um país!


É difícil crer mas há exatos 2 anos atrás estava fazendo um curo na Itália e em uma momento de descontração, entre uma e outra aula, fui questionado por uma professora italiana, diante de alunos suíços, mexicanos, franceses, australianos, americanos do norte e japoneses (falávamos de crise financeira mundial), acerca das perspectivas "extremamente positivas", no plano econômico do Brasil e, me surpreendi como eles imaginavam o Brasil como sendo uma "Nova América" ou quase isso, na ocasião tentei desvencilha-los desse pensamento e quase que como uma previsão de futuro eu disse: "Vocês falam isso porque não conhecem os nossos administradores, tenho certeza que eles conseguiriam afundar até a Suíça!".
 
Dois anos depois e "bingo", a profecia se cumpriu. Difícil entender como foi possível afundar o projeto de um país tão gigantesco a ponto de impressionar nações e povos do mundo inteiro, como compreender que a sexta, sétima, hoje talvez ainda a oitava economia do mundo esteja em um poço de lama? A resposta é simples: nós nunca saímos dele! Infelizmente o projeto - parte II - o "grande milagre econômico brasileiro", na verdade é uma grande furada para impressionar incautos e pegar trouxas, no pior sentido da palavra.
 
Hoje o que se vê é aquilo que sempre se viu baixarias no Congresso Nacional, por parte de toda sorte de aproveitadores da coisa pública, que de muito longe estão, de fato, interessados no "bem comum", que bem poderia ser traduzido no bem deles próprios. CPI (Comissão Parlamentar das "Invencionices"), que de longe visam apropriar-se de verdade, senão criar uma verossimilhança agradável a quem interessa, os "donos do Poder".
 
Mas o que se esperar de um país em que se vendem votos, em troca de "bolsas e auxílios", extremamente populistas em que corruptos do colarinho branco, condenados com base na LEI e de acordo com os mais rígidos procedimentos processuais são "inocentes" perseguidos políticos e, que a população em geral, aproveitando-se de greve da segurança pública, em um dos Estados que mais crescem no país, realiza SAQUES em lojas e caminhões de cargas, deixando claro que os bandidos perigosos, talvez sejamos nós e, que a hipocrisia que nos absorve não nos deixa perceber que "discutir redução de maioridade penal e enrijecimento de penas", está recaindo sobre "nós mesmos", que somos os grandes malfeitores desta tão "nobre nação".
 
Brasil, deitado eternamente em berço esplêndido e não quer levantar!

terça-feira, 6 de maio de 2014

Yes nos somos MACACOS

É verdade somos todos macacos, porque humanos, bem, humanos isso de forma alguma o somos.
Um país em que ladrões e corruptos viram estrelas e com direito a atos de defesa a serem repetidos, inclusive por autoridades que deveriam zelar pelas instituições, pela ética e moral na administração pública.
Um país em que jogos de futebol são mais importantes que saúde e educação.
Em que políticos vampirizam a coisa pública como se privada fosse, que as pessoas se acotovelam em filas para ganhar uma "bolsa miséria", que de tão importante virá crédito para que, inclusive a "oposição", não se digne a criticar os absurdos de um programa eleitoreiro e populista.
Onde os ladrões precisam ser amarrados em postes pela população que não aguenta mais ser assaltada, uma duas, três, ...
Um lugar em que ter carro é mais importante que poder ter o "direito de ir e vir", em que se vendem sentenças e o resultado disso é ser aposentado mais cedo.
Que falar a verdade e lutar pela moralidade é sinal de "perseguição política", sentenças transitadas em julgado são sinônimo de perseguição política, falar na imprensa sobre aquilo que é notório: incompetência, corrupção, desvio de verbas, favorecimentos ilícitos, partidarismos toda prática de desvios e desmandos é perseguição política.
Onde se mata por engano para fazer justiça privada, a mais pura e "digna" autotutela ou se mata a privadas em estádios de futebol, que são mais importantes que saúde, educação e segurança pública. Acima de tudo, um lugar em que a saúde financeira de seus correligionários é, certamente, mais importante que estrutura de um país a ser construído que se digne ostentar um slogan administrativo que diz: "PAÍS RICO É PAÍS SEM POBREZA"
É mesmo, de fato somos macacos e não me admira que o mundo nos veja como "macacos que habitam a selva amazônica, dispostos a trocar riquezas por espelhos e colares de contas, muito disponíveis a continuarmos a escravidão ao capital de uma sociedade do espetáculo, onde o futebol, mais uma vezo futebol nos mostra o quão macacos que somos.
E por isso digo: Yes, nós temos BANANAS!